Web Summit Insights: a hora do Banking as a Service

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O Banking as a Service (BaaS) ganhou um painel só para ele no Web Summit 2019. Esse destaque na MoneyConf mostra que, em breve, muitas empresas terão seus próprios bancos digitais

 

O painel “All about the BaaS“, com Roland Folz e Tom Villante, CEO’s do SolarisBank e da YapStone, respectivamente, foi palco de um debate interessante sobre Banking as a Service e sua evolução no mundo todo, bem como sobre as principais implicações para empresas e consumidores.

Assim como no painel, vamos começar aqui com a definição de Banking as a Service:

Banking as a service é a solução para qualquer empresa, de qualquer segmento, que queira oferecer serviços financeiros – via API’s – aos seus clientes. 

Um bom exemplo foi dado por Villante: ao alugar uma casa para passar as férias em uma plataforma digital, o BaaS torna possível obter um empréstimo para pagar a locação ali mesmo, sem abandonar o site.

Já Folz, durante a conversa, aproveitou para reforçar o que o BaaS não é: no caso, não é uma solução de Banking as a Software.

Existem diversos fornecedores que vendem softwares para bancos, com o objetivo de integrá-los aos sistemas legados e modernizá-los. Isso não é BaaS, pois o Banking as a Service funciona como uma solução white label, end-to-end, e é focada na experiência do consumidor. 

Ou seja, ela não existe para atualizar softwares ou mesmo ajudar uma empresa a construir um banco do zero, mas sim fornece uma plataforma completa e customizável para que as organizações possam, através de API’s, ter seu banco digital.

Se você quer entender melhor sobre o BaaS e como ele funciona, confira o artigo em nosso blog:

Banking as a service – uma nova forma de ter o seu próprio banco.

Segundo Villante, mesmo os bancos tradicionais deveriam aderir ao BaaS, especialmente se quiserem corresponder às expectativas dos millennials que logo serão sua maior base de clientes, e que consomem serviços financeiros de uma forma diferente – muito mais digital e social.

 

Banking as a Service e Open Banking

Agora que já estabelecemos o que é – e não é – BaaS, é importante evidenciarmos a diferença entre Banking as a Service e Open Banking. A confusão é normal, não só pelo nome, mas porque ambos envolvem a integração de bancos a empresas, por meio de API’s.

No Open Banking, porém, não existe a realização de serviços bancários (como transferências e pagamentos), mas sim a transmissão de informações (sempre com o consentimento prévio do cliente). 

Isso quer dizer que uma empresa terceirizada poderia obter os dados de diferentes contas de um único cliente e assim oferecer a ele ofertas personalizadas de investimento ou empréstimo, por exemplo. Essas informações também podem ser utilizadas por serviços de credit scoring.

Ainda, ao colocar todas as informações em um mesmo pool, o modelo Open Banking permite que as pessoas movimentem suas contas a partir de diferentes plataformas, e não apenas a oferecida pelo seu banco.

O objetivo é tornar a interação entre cliente e instituições financeiras cada vez mais prática e conveniente, além de criar um ecossistema mais transparente e competitivo.

Isso quer dizer que Banking as a Service e Open Banking não são a mesma coisa, mas são soluções que existem para desburocratizar o sistema financeiro e empoderar as pessoas. 

 

A relação entre BaaS e Apps

Se você criou o seu banco, com a sua marca e as suas ofertas, você provavelmente fez isso pensando em dois fatores principais:

  • Transformar custos em receita
  • Fortalecer o relacionamento com seus stakeholders

Aqui vamos focar no segundo item, que são as pessoas. Ao oferecer serviços financeiros para o seu público de interesse, você precisa se preocupar em garantir a melhor experiência possível. A interação precisa agregar positivamente à sua marca, e não gerar atritos. Isso significa que o ponto de contato precisa ser totalmente pensado e moldado para assegurar, sempre, a experiência pretendida. 

Lembra dos millennials? O novo consumidor espera que o relacionamento com o seu banco seja ágil, descomplicado e totalmente digital. Não importa se é um banco tradicional, uma fintech ou uma instituição que ofereça serviços bancários. Eles querem resolver tudo em um só lugar, da forma mais simples possível e, definitivamente, sem arcar com altas taxas.

No Banking as a Service, a interface com o cliente final acontece 100% por meio de um aplicativo. Logo, podemos dizer que não existe BaaS sem Apps. E mais: para uma plataforma de Banking as a Service ser bem sucedida, ela precisa de apps bons de verdade.

Isto é, além de códigos, licenças e todo conhecimento necessário para possibilitar que outras empresas operem seus próprios bancos digitais, os fornecedores de plataformas BaaS ainda precisam garantir que as marcas possam se relacionar com seus clientes através de um excelente aplicativo white label, que será totalmente customizado para ter o seu look&feel.

Mais uma vez, vemos aqui o uso da tecnologia voltada aos consumidores.

 

Sua empresa quer ingressar no mercado financeiro?

O BaaS é uma ótima estratégica para aumentar a percepção de valor pelos clientes, ofertando serviços financeiros desenvolvidos para suprir suas necessidades. O que faz dele um ecossistema benéfico tanto para as empresas, quanto para os consumidores.

Como o Banking as a Service é um sistema flexível e personalizável, a organização pode oferecer aos clientes:

  • Conta de pagamento
  • Cartão pré-pago
  • Cartão de crédito e débito;
  • Emissão de boletos;
  • Pagamento de contas;
  • Emissão de cartão bandeirado;
  • Saques;
  • TED;
  • Transferências financeiras;
  • Investimentos.

A Conductor viu que a hora do BaaS estava chegando, já no ano passado. Desde então, desenvolvemos uma solução pioneira de Banking as a Service, que hoje se transformou em uma unidade de negócio: a Dock.

A Dock é uma opção para empresas, novas ou maduras, que querem participar dessa nova era dos serviços financeiros que acontece no mundo todo:

Para saber mais sobre como a sua empresa pode ter o próprio banco digital, fale com a Dock!

 

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