Pix no varejo: como se preparar para aderir ao sistema?

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Falta muito pouco para a implementação do Pix, o novo Sistema de Pagamentos Instantâneos do Banco Central (BC) brasileiro. A partir do dia 16 de novembro, as transações entre pessoas, estabelecimentos comerciais e instituições governamentais ganharão uma outra dinâmica, agora muito mais rápida e simples. Mas qual será o impacto do Pix no varejo?

Segundo o BC, o sistema foi desenhado para tornar o setor varejista mais eficiente e competitivo, melhorando os métodos de digitalização e simplificando os processos de pagamento. O lançamento abre uma série de oportunidades para o crescimento do varejo físico e do comércio eletrônico, fazendo com que 2020 seja um marco na evolução do mercado financeiro do país.

A possibilidade de transferir dinheiro de uma instituição – ou pessoa física – para outra, de forma instantânea, 24h por dia, a qualquer dia da semana, representa uma grande inovação para o varejo, garantindo agilidade no processamento de pedidos ou serviços e redução de custos e taxas para os usuários.

Com isso, o objetivo do Pix também é gerar maior inclusão financeira, atraindo novos clientes e rompendo as barreiras entre quem compra e quem vende, sem intermediários. Neste artigo, explicamos sobre as principais facilidades que o sistema deve trazer e como funciona a adesão pelo setor.

10 características do Pix no varejo

A chegada do Pix no varejo vai facilitar e tornar mais barata a transferência de valores entre pessoas, o pagamento de contas e até o recolhimento de impostos e taxas de serviços. Para o varejo, isso significa a melhoria de outro fator crucial para o crescimento dos negócios: a retenção de clientes.

Nas pesquisas apresentadas pelo BC, 55% dos compradores escolheriam não passar pelo caixa na hora de finalizar a compra e 70% disseram que já abandonaram uma compra por não poder pagar como queriam. Mais uma amostra da necessidade de aprimorar a experiência dos clientes e se adequar às novas demandas dos consumidores digitais.

Também é previsto que o Pix se torne um motor de crescimento para o setor. Isso porque o varejo eletrônico será ainda mais otimizado, com logística simplificada e redução nos prazos de entrega devido à rápida confirmação de pagamento.

Já no varejo físico, o Pix vai beneficiar todas as redes que trabalham com crediário, uma vez que clientes que hoje utilizam apenas cartão de crédito, deverão ter mais facilidade em aceitar o novo canal de pagamento da loja, via crediário digital personalizado. Com isso, deverá ocorrer também a redução no uso do dinheiro em espécie e dos cartões de crédito e débito.

Confira algumas características do Pix com impacto para o varejo:

1. Velocidade

Com o Pix, transações são compensadas em poucos segundos (99% delas devem ocorrer em até 10 segundos). Isso significa, para os varejistas, acesso aos valores pagos por este meio imediatamente, ao contrário do que ocorre hoje com opções como cartões de crédito e débito.

2. Redução de taxas

O Pix é agora a solução mais econômica para o varejo com relação a outros meios de pagamento. Apesar de as tarifas serem definidas pelas instituições financeiras participantes, já sabemos que serão inferiores no recebimento de valores e nas transferências para fornecedores, por exemplo.

3. Segurança

As transações do Pix no varejo serão intermediadas na rede do Bacen, além dos protocolos de segurança das próprias instituições participantes.

Além disso, o pagamento por QR Code e por chaves é mais seguro do que outros meios, como o boleto.

4. Rapidez na transação

A agilidade nos processos de cobrança e pagamento do sistema irá ajudar a reduzir as filas no ponto de venda e a otimizar a experiência de compra dos consumidores.

5. Saques em estabelecimentos comerciais

A partir de 2021, o Pix no varejo trará a possibilidade de consumidores fazerem saques em lojas, o que deve incentivar o reuso dos valores no estabelecimento, além de levar mais pessoas ao ponto de venda.

6. Agendamento de pagamentos

A previsão do fluxo de caixa vai ajudar na gestão dos negócios e garantir um controle maior do estoque e das operações internas.

7. Facilidade de identificação

O funcionamento do Pix prevê três opções de transação. Via QR Code, link de pagamento ou inserção manual de informações (chave), sendo que é preciso utilizar apenas um dado: CPF, CNPJ, telefone ou e-mail.

E, se o consumidor não quiser dividir nenhuma informação pessoal, existe a opção de criar uma chave aleatória. Independente da escolha, a operação do Pix no varejo promete ser simples e segura – tão fácil quanto enviar uma mensagem pelo WhatsApp.

8. Competitividade

O novo sistema tem o potencial de alavancar a competitividade e a eficiência do mercado, já que é automatizado, tem baixo custo e garante transações seguras.

Com isso, tanto o varejo terá oportunidade de otimizar seus processos, quanto, para aqueles que são emissores de cartões private label ou outros serviços financeiros, haverá oportunidades para criação de novas soluções, mais atrativas ao público.

9. Conveniência

O Pix foca na experiência do usuário, sendo muito mais simples do que fazer um DOC ou TED, tanto quanto usar o dinheiro em papel. O mesmo serve para processos reversos, como estornos, que devem ser facilitados.

Desta forma, o consumidor será estimulado a optar pelo Pix no varejo, impactando nos outros benefícios como otimização das operações e do fluxo de caixa.

10. Controle da inadimplência

Para as redes varejistas será mais fácil realizar cobranças, já que o consumidor poderá efetuar os pagamentos à distância. Da mesma forma, pode ser mais simples a confirmação do pagamentos para opções como boleto e cartão de crédito.

Pix no varejo: como se preparar?

Até o dia 3 de novembro, todos os bancos e fintechs com mais de 500 mil contas ativas deverão se adequar para oferecer e receber o serviço. De acordo com o cronograma do BC, até o dia 16 de novembro o sistema estará em pleno funcionamento, contando com mais de mil instituições cadastradas.

Considerando toda a movimentação do mercado financeiro, o varejo também precisará se adaptar rapidamente às mudanças propostas pelo Pix. Tanto o comércio eletrônico, em que os meios de pagamento digitais já estão mais difundidos, quanto os estabelecimentos físicos passarão por uma revisão nas suas operações.

No webinar sobre o Pix como solução de pagamento para o varejo, o BC explicou em 4 passos o que o varejista precisa fazer para aceitar o Pix no seu estabelecimento físico e eletrônico.

Processo de aceitação do Pix no varejo

Pesquisar condições do serviço junto aos participantes;

– Escolher o PSP (prestador de serviço de pagamento);

– Realizar integração com sistemas de automação;

– Incentivar o recebimento com Pix.

Para mais informações sobre o processo de adesão e pedido de registro para o Pix no varejo, fale com a gente!

Pix no varejo: o papel do varejo na adesão ao sistema

Por ser um dos setores mais envolvidos na utilização do Sistema de Pagamentos Instantâneos, o varejo cumprirá um papel fundamental para a aceleração de adesão ao Pix e na inclusão financeira de seus consumidores, já que o fluxo para a realização da compra é muito simples:

➡ Instalação de habilitação do Pix no smartphone  ➡  Criação do QR Code no valor do produto que está sendo vendido  ➡  Envio do código para o Pix  ➡  Conclusão da compra. 

No contexto da pandemia e crise financeira, o novo sistema tem potencial para impulsionar a retomada do comércio no Brasil, fomentar a competitividade dos negócios, reduzir as despesas de transação e operação, além de contribuir para a evolução da transformação digital no país.

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