O “Raio Squaditizador”: a agilidade vem com ele?

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Já ouviu falar do “raio squaditizador”? Pois saiba que ele tem atingido cada vez mais empresas

Muitas vezes, tenho visto em eventos e em contatos com pessoas da comunidade, que quando um raio squaditizador atinge um time, automaticamente o mundo ágil parece estar absorvido e em execução, mas…não é bem assim.

As squads são, na sua origem, times multifuncionais organizados de tal forma a facilitar a aplicação de práticas ágeis – e só. A agilidade não está na Squad, não apenas por ser uma Squad, pois sendo uma, podemos aplicar modelos tradicionais de desenvolvimento e ainda assim continuaremos sendo Squads.

No final das contas, o modelo “Spotify de Squads” apenas apresenta uma estrutura de organização de times e liderança, e não necessariamente as práticas ágeis a serem realizadas.

A agilidade consiste em rever e aplicar práticas baseadas no Manisfesto Ágil, prevendo interações facilitadas entre pessoas dos times de áreas diversas e o cliente; conhecimento compartilhado; pensamento inovador; entregas fatiadas baseadas em valor de negócio; ciclos de feedbacks curtos das entregas; liderança não hierárquica e etc.

Essas práticas podem ser, inclusive, aplicadas em times onde o raio squaditizador ainda não chegou…

Ah! O ágil muda o que? Posso elencar alguns itens que sofrem impacto com a cultura ágil:

  • Modelo de entregas

    • Entregas mais curtas precisam de entendimento da jornada de negócio
    • Colaboração com clientes
    • Trabalho com clientes para entendimento das entregas curtas (não um projeto inteiro, mas partes úteis deste)
  • Estrutura física

    • Menos paredes, mais ambientes que facilitam a discussão e compartilhamento de conhecimento
    • Estrutura necessária – materiais e ambientes adequados para o trabalho
  • Estrutura tecnológica

    • Máquinas, tecnologia (e acesso a estes) que possibilitem a automação do máximo de itens para tornar as entregas mais rápidas, facilitando assim a entrega contínua
  • Liderança

    • Extinção de coordenação das tarefas das pessoas. O time faz a sua auto-organização.
    • Tomada de decisão descentralizada. Não é mais o líder quem toma todas as decisões (existem técnicas para isso! Posso falar sobre este tema em um próximo artigo)
    • Foco nas pessoas e evolução técnica, já que precisamos de pessoas engajadas.
  • Time

    • Responsável por suas entregas
    • Precisam fazer gestão do tempo (auto organizável)
    • Disciplina, foco em resultados e não em tarefas.

E muitas outras coisas…a agilidade não está na estrutura do time, está na cultura e precisa ser alimentada a partir da postura de líderes e práticas reais na rotina de trabalho.

Raio squaditizador? Não precisa…

Já práticas ágeis, essas sim funcionam!

Autor: Selene Lindsay – Gerente de sistemas (Conductor Connect)

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