Métricas ágeis e tradicionais, elas se conversam?

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Métricas ágeis e métricas tradicionais podem conviver? Este artigo traz a resposta e explica como elas devem ser utilizadas nos contextos técnicos e executivos

métricas ágeis por que medir

Antes de começarmos a falar sobre a interação entre métricas ágeis e tradicionais, precisamos primeiro fazer alguns questionamentos: o que é importante para sua organização? Entregas? Gestão? Resultados?

Provavelmente, um pouco de tudo, pois uma auxilia a outra.

Então, vamos falar sobre métricas de progresso e previsibilidade (estimativas) e dar sugestões (que já usamos) de como fazer com que elas sejam utilizadas nos contextos técnicos e executivos, através de uma mescla de métricas ágeis e tradicionais, cada uma no seu quadrado.

 

Métricas ágeis e tradicionais – como medir o progresso?

A pergunta do “quando” é inevitável, o que nos leva a pensar em métricas de progresso. No mundo tradicional a visão do escopo e das entregas tende a ser mais extensa e no mundo ágil mais curta, por isso é preciso adaptar a união das duas. 

No modelo tradicional o progresso é medido conforme atividades vão sendo concluídas. No ágil, conforme histórias vão sendo concluídas. Comumente, as estimativas também são diferentes:

  • Métricas tradicionais: esforço ou trabalho
  • Métricas ágeis: story points (tamanho) que podem ser diferentes entre times ou também em dias.

Caso nossa estimativa seja em dias, horas ou outra unidade de tempo, a referência é direta. Sem dificuldade de entendimento. 

Para quem está distante da rotina dos times pode ser difícil entender o conceito de story points das métricas ágeis. Na realidade, não só para camadas gerenciais, mas também para times técnicos. Times ágeis levam tempo para definir sua referência de story point.

Definindo o story point em métricas ágeis

Podemos padronizar o acompanhamento do progresso como funcionalidade concluída ou implantada e conseguimos passar o recado, tanto para times ágeis como para camadas executivas. É menos complicado alinhar para todos que 100% é entrega, trabalho concluído e trabalhar com escalas de: não iniciado, em progresso e feito, para reports executivos. 

 

Métricas ágeis e tradicionais – previsibilidade

Não há problemas em prover uma visão tradicional para a camada executiva que entende bem a linguagem de cronograma, no entanto, essa visão deve ser baseada no mundo ágil. Ou seja, datas devem seguir términos de sprints(scrum) ou estimativas de datas (kanban), por exemplo.

Levando em consideração que as estimativas de entregas já estão com os times, enfatizo: SEMPRE devem ser definidas pelos times técnicos e/ou executores das tarefas, não só para obter uma melhor estimativa, mas também pelo comprometimento que é gerado por quem estima. 

Mas nós estimamos para a sprint e o roadmap vai muito além dela!

Para isso, lançar mão de uma visão de roadmap com níveis de incerteza, vale a pena. Os itens estimados pelos times são mais confiáveis do que aqueles que ainda não foram. Esclarecer e reforçar essa informação para todos os envolvidos é fundamental. 

Se interessa por Metodologia Ágil? Não deixe de ler o artigo:

O “Raio Squaditizador”: a agilidade vem com ele?

E resultado, é o mesmo que entrega?

Definitivamente, não.

Resultado é o valor agregado. É o que se obteve após a entrega e pode, em qualquer camada, ser representado e trabalhado por meio de OKRs. Comumente as OKRs gerarão escopo para entregas.

Exemplo:

Queremos aumentar a satisfação do nosso cliente. Atualmente está em 80% e queremos subir para 90%. 

As atividades decorrentes dessa necessidade gerarão escopos de entrega com o objetivo de atingir a OKR.

É possível fazer uma ponte entre os mundos técnicos e executivos e seus modelos diferentes. Mas para isso, devemos enxergar o que precisamos representar executivamente, mantendo os pilares e práticas ágeis, evitando métricas de “vaidade”, individuais, comparativas entre times e de microatividades. 

Todo esse conjunto de métricas mescladas entre ágil e tradicional formam um arcabouço para métricas de gestão e dependem do contexto de cada organização e do momento que vivem.

Sim, métricas ágeis e tradicionais batem um bom papo!

Autor: Selene Lindsay – Agile Coach Connect

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